Manifesto pela hotelaria, restauração, arte e cultura

Manifesto pela hotelaria, restauração, arte e cultura

Em solidariedade com tantos projectos, pessoas, espaços e restaurantes nos quais fomos recebidos e fomos promovendo no The Gentleman, transcrevemos o manifesto enviado hoje pelo restaurante 100 maneiras.

“Há oito meses, em Março de 2020, muitos de nós tomámos a difícil decisão de encerrar os nossos estabelecimentos ainda antes do governo o decretar. Comprometendo a sobrevivência dos nossos negócios, fechámos portas em nome da saúde pública. Para proteger os nossos clientes e equipas, para proteger as nossas famílias, para proteger o país de uma pandemia que não conhecíamos, não sabíamos exactamente como se propagava e da qual não sabíamos como nos poderíamos proteger.

Dois meses depois, a 18 de Maio de 2020, o Governo anunciou a reabertura de restaurantes. Mas a normalidade ainda está longe. Restaurantes, cafés, teatros e salas de espectáculo viram restrições ao horário de funcionamento, limites de 50% na ocupação, custos acrescidos no cumprimento de todas as normas de higiene e segurança. Bares e discotecas mantiveram-se fechados por completo até ao final de Julho, com regras que os privaram completamente da sua essência.

A matemática é simples e os números não mentem.

Durante meses, suportámos encargos como água, luz, renda, impostos, salários, internet, telefones, sistemas de facturação e fornecedores. Durante meses, aguardámos a luz no fundo do túnel, sem saber quando e como reabriríamos, quando e como poderíamos fazer face a estas despesas.

Em Maio, permitiram-nos abrir. Desde Maio, nada foi como dantes. Suportamos uma crise que é de todos, cumprindo regras e limites impostos pelo Estado, mudando totalmente a nossa operação sem que tenha havido qualquer mudança nos nossos deveres e obrigações.

Vivemos num Estado social. Pagamos os nossos impostos e contribuições para que, em caso de necessidade, estejamos protegidos. E exigimos, agora, essa protecção.

Exigimos:

  • apoios financeiros a fundo perdido de maneira a compensar os prejuízos acumulados ao longo de 8 meses, para o sector dos bares e discotecas, eventos, restauração, comércio e todos os fornecedores diretos e indiretos;
  • apoios à restauração e comércio pela redução de horário;
  • reposição do horário de funcionamento de restaurantes, bares e comércio local;
  • Isenção da TSU até 30 de Junho de 2021;
  • Apoio ao pagamento das rendas;
  • Redução da taxa de IVA até 31 de Dezembro de 2021;
  • Injeção direta de fundos nas empresas sem a exigência de ter finanças e segurança social em dia;
  • Lay off para sócios-gerentes independente do facto de terem uma ou mais empresas e acumulares trabalho por conta de outrem, uma vez que fazem descontos em todas;
  • Pagamento de IVA automaticamente aprovado em 6 prestações;
  • Apoios reais a fundo perdido à manutenção de postos de trabalho;
  • Apoio às tesourarias das empresas a fundo perdido;
  • Reforço imediato das linhas de crédito, retirando limitação de acessos às novas linhas a quem já recorreu às linhas anteriores;
  • Isenção de impostos nas rendas dos imóveis arrendados, durante o período de proibição de exercício da atividade;
  • Prolongamento dos contratos de arrendamento, caso sejam a termo, por mais 3 anos;
  • Anulação de multas por pagamento atrasado de impostos;
  • Prolongamento dos apoios da Segurança Social aos trabalhadores independentes.”
“SEXTA-FEIRA, 13 DE NOVEMBRO. 16H. ALIADOS – PORTO
SÁBADO, 14 DE NOVEMBRO. 12H30. PRAÇA DO ROSSIO – LISBOA
CRIAMOS, LOGO RESISTIMOS.”