20º Aniversário dos Prémios Fundação EDP

20º Aniversário dos Prémios Fundação EDP

Ontem pela manhã fomos ver, como press preview, a exposição que assinala os vinte anos dos Prémios Fundação EDP. Num tempo destes, mais é necessário alimentar a alma com a arte e recordar que é possível criar em qualquer altura.

A criação do Prémio Novos Artistas e do Grande Prémio Fundação EDP Arte é celebrada com uma exposição que, pela primeira vez e de forma inédita, reúne obras dos artistas vencedores das várias edições dos dois galardões. Nas palavras de Vasco Araújo, vencedor em 2002, que partilhou connosco “receber o Prémio Jovens artistas da EDP funcionou como um reconhecimento institucional no inicio da minha carreira, permitindo dessa forma uma maior afirmação e expansão do meu trabalho”.

De facto, o Prémio Novos Artistas Fundação EDP instituído em 2000 está destinado à revelação de novos valores da criação nacional no domínio das artes plásticas. Com uma periocidade bienal, é reconhecido como um dos prémios mais significativos no panorama artístico português e é atribuído por um júri internacional, selecionado a cada edição. Destina-se a apoiar a continuação do estudo ou do trabalho de criação e investigação do artista vencedor.

A exposição estará patente entre 29 de outubro de 2020 e 18 de fevereiro de 2021, no MAAT Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

Como podem ouvir no vídeo, a poética do título Um oásis ao entardecer alude a uma ideia de esperança e refugio (oásis) num momento em que as conversas e os diálogos em torno da exposição, aconteciam inesperadamente, através do mundo virtual: “Quando os dias se confundiam com as noites e o céu avermelhado do entardecer cedia rapidamente lugar a um novo amanhecer, e experimentávamos uma nova ordem do mundo, alheia à circularidade do tempo. Entre quatro paredes, construímos relações e discutimos ideias, mediadas por um ecrã, com um grupo disperso pelos quatro cantos do mundo, como descrevem as curadoras. Que em tempos de confinamento pensavam a exposição, como um olhar para além do agora.

A palavra contaminação tem, por isso, uma dupla presença: aparece como referência à situação pandémica e aos tempos de incerteza que vivemos durante este ano, mas também porque a exposição resulta dessas mesmas contaminações, diálogos e trocas que geram múltiplas ligações entre as obras e os artistas.

Artistas: Álvaro Lapa, Ana Jotta, Ana Santos, André Romão, Artur Barrio, Carlos Bunga, Claire de Santa Coloma, Diana Policarpo, Eduardo Batarda, Gabriel Abrantes, Joana Vasconcelos, João Leonardo, João Maria Gusmão & Pedro Paiva, Jorge Molder, Leonor Antunes, Lourdes Castro, Mariana Silva, Mário Cesariny, Priscila Fernandes, Vasco Araújo.

Curadoria: Inês Grosso e Rosa Lleó

Design expositivo: Diogo Passarinho

Design gráfico: ATLAS Projetos