18ª edição da Festa do Jazz

Em 2020, realiza-se a 18ª edição da Festa do Jazz. Um dos mais importantes festivais de jazz feitos por músicos portugueses a nível mundial com o melhor da música improvisada.

Desde a sua primeira edição que a Festa do Jazz se dedica a apoiar, cuidar e a incentivar a comunidade dos músicos de jazz portugueses. Em 2020 esse apoio torna-se ainda mais urgente e relevante devido às dificuldades que os técnicos, produtores, músicos e todos os envolvidos nesta área enfrentam.

Assim, a Festa do Jazz 2020 associa-se ao Fundo de Solidariedade com a Cultura lançado pela Santa Casa, GDA, Audiogest e GEDIPE através da recolha de donativos, via website Associação Sons da Lusofonia, que revertem a 100% para o fundo.

Esta edição realiza-se, pela primeira vez, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, e conta com uma parceria inédita com a RTP Palco.
Desta forma e face às condições de pandemia, todos os conteúdos Festa do Jazz 2020 estarão disponíveis nesta plataforma, além dos concertos serem transmitidos em direto.

A Festa do Jazz é um acontecimento único em Portugal que há 18 anos mostra o melhor da música improvisada feita em Portugal. É nesta Festa que o jazz português se deixa inspirar, num momento de encontros entre gerações, diversos agentes culturais e públicos: músicos, estudantes, investigadores, produtores e amantes do jazz.

A Associação Sons da Lusofonia (ASL) com direção artística do músico Carlos Martins, programa, organiza e produz a Festa do Jazz que culmina num fim-de-semana de concertos e outras atividades que permitem refletir sobre o momento que esta área da cultura vive atualmente.

Assim começa o “Livro Festa do Jazz” que é lançado no dia 12 de setembro com presença de José Dias, Gonçalo Frota e Carlos Martins e que marca o arranque de toda a programação da Festa do Jazz 2020.

Um livro que conta a história da Festa do Jazz que, em muitos pontos, se confunde com a história contemporânea do jazz em Portugal e traça o perfil de alguns dos seus intervenientes e dos seus criativos percursos.

A programação de dia 13 de setembro, domingo, arranca com o debate “Portugal, Jazz e Racismo” com Mamadou Ba (SOS Racismo), Maria João e Selma Uamusse.
O Jazz tem na sua génese uma forte ligação às comunidades negras, aos seus ritmos e formas de interpretação musical. Neste debate pretende-se recuperar essas referências históricas, trazendo-as para a atualidade de forma a reflectir sobre o momento atual que vivemos no que diz respeito às questões raciais que estão no mesmo patamar das questões de género e de igualdade.

Em termos de programação musical, durante dois dias, o CCB recebe uma enorme variedade de artistas e propostas musicais. Pelo palco do Pequeno Auditório passam Tomás Marques Quarteto, AndySheppard Costa Oeste, o projeto Gabriel Ferrandini “Volúpias”, João Barradas a solo, RicardoToscano “The Sound of Desire” e ainda os Encontros – o primeiro com grandes nomes do jazz português: Carlos Martins / João Paulo Esteves da Silva / Carlos Bica / João Lobo e um segundo, entre as novas instrumentistas portuguesas de jazz, com Inês Proença, Maria Fonseca, Sofia Queiróz eBeatriz Félix.

De destacar o concerto Mali M´Buli Baaba que homenageia Bernardo Sassetti no ano em que celebraria 50 anos, com participação de João Mortágua (saxofone alto), João Pedro Coelho (piano) e os seus acompanhantes de sempre, Carlos Barretto (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria), assim como a sessão de encerramento no dia 13 de setembro, pelas 22H00, com Maria João e Carlos Bica.

Todos os concertos serão transmitidos em direto através da RTP Palco.