A Alma do Movimento

A Alma do Movimento – Kodo. É esta a denominação e a essência da actual linguagem de design da Mazda, processo de definição de linhas e conteúdos que se encontra, neste momento, na sua segunda geração.

Surgindo na sequência da anterior linguagem de design Nagare (“Fluidez”, em japonês), lançada no Salão de Los Angeles de 2006, num concept sob a mesma denominação, o design KODO (à altura até referenciado e reforçado em maiúsculas) haveria de se apresentar ao mundo quatro anos depois, a 10 de Setembro de 2010, noutra edição desse mesmo certame, expressa nas linhas do concept Mazda SHINARI, proposta com reminiscências do RX-8.

Sob a liderança de Ikuo Maeda, à altura Director Global de Design (cargo hoje complementado com a posição de Executive Manager da Mazda Motor Corporation), a nova linguagem global de design evoluía das anteriores linhas fluidas para um novo patamar mais musculado e dinâmico, espelhando os novos modos de exploração da forma e das superfícies, bem como da sua interacção. 

A nova assinatura de design expressar-se-ia, assim, de um modo gracioso e livre de constrangimentos, segundo o igualmente japonês conceito “Shinari”, que traduz um visual poderoso, mas flexível, de enorme robustez, inerente aos objectos com elevada resistência, como o aço ou o bambu, quando torcidos ou dobrados.

Ao mesmo tempo refere-se à aparência de uma pessoa ou de um animal cujo corpo se encontra flexionado, preparando-se para libertar toda a sua energia, através de um movimento repentino e rápido. Mostrava-se, assim, com um enorme potencial para as linhas de um coupé desportivo de 4 portas e 4 lugares, pelo que a Mazda o expressou em pleno através do concept SHINARI, proposta que mexe com as emoções, num conceito visualmente musculado e potente, de energia prestes a ser libertada na sua plenitude.

Seguiram-se-lhe vários outros concept-cars, conjunto de propostas de design em grande parte reveladas nos grandes salões automóveis mundiais, algumas das quais, ao longo dos tempos, se traduziram nos diferentes modelos que hoje compõem a quase totalidade da gama Mazda. Mas não só, pois o conceito alargou-se a outras vertentes, como a moda, o mobiliário, etc. 

É inegável o estatuto entretanto alcançado pelo design Kodo, nomenclatura que presentemente se viu simplificada, no seguimento da implementação da máxima de “less is more”, que é transversal à Mazda. Independentemente das áreas em que se apresente, o reconhecimento da capacidade de dar uma vívida vitalidade às propostas da Mazda, surjam elas em formato de concept-cars ou produtos, o Kodo tornou-se num factor impulsionador de múltiplos prémios e distinções internacionais que têm sido atribuídas, na generalidade, à grande maioria dos modelos Mazda dos últimos anos, numa história que se irá recordar ao longo dos próximos dias.