8 de Março, não é dia de flores

8 de Março, não é dia de flores. É dia de reconhecer, agradecer e valorizar cada mulher que passou pela nossa vida e melhorar a nossa sociedade, que paga mais aos homens que às mulheres trabalhadoras, por exemplo.

Por isso, temos de “ler” novidades que nos recordam o que ainda falta na conquista por uma sociedade mais justa.

Weleda é conhecida como uma marca de cosméticos naturais, ética, ecológica e sustentável, e isso reflete-se em todos os seus produtos e nas ações que realiza. A marca leva esses princípios às origens das suas cadeias de produção, neste caso com o projeto de colheita de argan da associação Sidi Yassine, em Marrocos, que se concentra na sustentabilidade a longo prazo de uma perspetiva ambiental, económica e social.

Esta colaboração garante um rendimento estável e um salário justo para mais de 500 coletoras, respeitando assim os seus direitos. Esta colheita permite-lhes ganhar a vida pois, sem ela, teriam poucas oportunidades de trabalho. É por isso que os locais se referem à Argania spinosa como a árvore da vida.

O projecto, a gama de cuidados faciais de Romã da Weleda contém óleo de argan obtido através da colaboração com a associação Sidi Yassine. A marca adquire cerca de 800 litros de óleo por ano. É um trabalho muito preciso e que exige muita mão de obra.

A empresa familiar suíço-marroquina Sidi Yassine, localizada em Essaouira, emprega 500 pessoas para colher manualmente o fruto e processá-lo de forma a obter o valioso óleo de argan. De facto, as mulheres obtêm o óleo de argan através de um método tradicional utilizado há séculos.

A Sidi Yassine não é uma associação no sentido mais estrito da palavra, no entanto trabalha, desde 1992, com associações locais e com os seus membros.

Para a população, esta produção oferece uma importante fonte de rendimento e é quase indispensável, sobretudo a mulheres trabalhadoras.

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