Novo Centro de Reabilitação e Regeneração Animal de Lisboa

Novo Centro de Reabilitação e Regeneração Animal de Lisboa. Este novo centro (CRRAL) acaba de abrir portas nas Colinas do Cruzeiro, Odivelas, com novos meios de diagnóstico, modalidades de reabilitação, medicina regenerativa e banco de células estaminais, depois de ter disponibilizado em junho a primeira Câmara Hiperbárica veterinária com capacidade terapêutica.

Sob a direção técnica e clínica de Ângela Martins, médica veterinária, responsável por este novo projeto e diretora do Hospital Veterinário da Arrábida, surge agora a CRRAL, onde cada doente veterinário poderá ter uma consulta de especialidade, de acordo com o tipo de lesão que cada um apresente. A cada paciente será realizado um protocolo específico com base na medicina regenerativa, moduladora e reparadora de funcionalidade, para que este se adapte às funções diárias do âmbito familiar.

No centro estarão disponíveis meios de diagnóstico tais como meios analíticos (hemograma, análises bioquímicas, tempos de coagulação), radiologia convencional, assim como Ecografia torácica, Abdominal e Musculoesquelética; entre todo o todo o tipo de modalidades de reabilitação. Entre eles incluem-se a Electromioestimulação, functional electrical stimulation (FES), TENS e EMES, Diatermia/radiofrequência, Magnetoterapia, Ultrassons, Laserterapia classe IV e IIIb.

Ao nível de terapias disponibilizadas incluem-se a Terapia com Ondas choque Extra-corporais, Hidroterapia, Passadeira Terrestre, Treino Locomotor em Piso Terrestre com suporte de peso.

No que a serviços de Medicina Regenerativa diz respeito, destacam-se o serviço de câmara Hiperbárica e a criação de um banco de células estaminais e plasma rico em plaquetas, com associação de Ana Colette, doutorada em Ciências Veterinárias pela Faculdade de Medicina Veterinária, da Universidade Técnica de Lisboa.

Câmara Hiperbárica veterinária

Câmara Hiberbárica

A oxigenoterapia hiperbárica (OTH) é a inalação de uma alta dose de oxigénio dentro de uma câmara hiperbárica pressurizada.

A OTH é uma técnica onde o doente é exposto a 100% de oxigénio (O2) durante um determinado período de tempo e a uma certa pressão, que é superior à pressão atmosférica, por isso mais de 1 ATA (atmosfera absoluta <=> 0 psi), e deve ser no mínimo 1,4 ATA para conferir efeito clínico, com capacidade de modalidade terapêutica.

Para entendermos o ambiente hiperbárico é essencial conhecer as leis dos gases, nomeadamente,e as leis de Boyle, Dalton e Henry, permitindo-nos assim elaborar um protocolo terapêutico.

O mecanismo fisiológico da oxigenoterapia hiperbárica (OTH) baseia-se na elevação do conteúdo plasmático em oxigénio que é proporcional à pressão de oxigénio inspirado. A OTH é usada como um medicamento e, por isso, tem uma dose específica, efeitos secundários e contraindicações.

Na medicina humana é normalmente usada para o tratamento do barotrauma que ocorre por alterações bruscas de pressão na subida (descompressão) ou descida (compressão) sendo mais comum no mergulho profissional. Existem diferentes tipos de barotrauma, contudo o que tem maior importância é o barotrauma pulmonar que pode resultar em embolismo arterial.

A oxigenoterapia hiperbárica promove:

– Angiogénese, com aumento da produção fatores de crescimento, reduz a fibrose, indução e mobilização de células estaminais;

– Reverte os metabolitos anaeróbios e a acidose intracelular;

– Estimula células nervosas viáveis mas não funcionais;

– Diminui o edema cerebral;

– Acelera a reparação tecidular uma vez que controla os radicais livres de oxigénio, diminui a peroxidação lipídica, promove redução do edema e aumenta a oxigenação tecidular.

As outras indicações da oxigenoterapia hiperbárica são:

– Tratamento de feridas;

– Traumas/lesões cranianas e/ou medulares (ex.: doença aguda do disco intervertebral);

– Lesões traumáticas e síndrome compartimental;

– Eventos isquémicos (ex.: embolismo fibrocartilaginoso);

– Queimaduras traumáticas agudas;

– Lesões de perfusão (ex.: dilatação gástrica/volvo);

– Inflamações (ex.: pancreatites, cistites intersticiais felinas, peritonites);

– Infeções respiratórias do trato superior e/ou inferior (ex.: pneumonias por aspiração);

– Anemias severas;

– Flaps e grafts dérmicos comprometidos;

– Intoxicações por monóxido de carbono;

– Lesões atléticas (ex. tendinites e miosites);

– Osteomilelites.

Centro de Reabilitação e Regeneração Animal de Lisboa   
Rua Mário Moreira, Nº 11, R/C
2675-660 Odivelas

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