Crash park – A vida de uma ilha de Philippe Quesne

O criador francês Philippe Quesne regressa a Portugal na próxima semana, com o espetáculo Crash park – A vida de uma ilha, que estará em cena na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II de 7 a 9 de novembro.

Ao longo de 3 dias, a Sala Garrett é transformada numa ilha deserta, que será palco de um acidente de avião. Em Crash park – A vida de uma ilha, um avião despenha-se numa ilha deserta, depois de ser apanhado numa tempestade, e um grupo de sobreviventes tenta inventar uma vida possível em quaisquer circunstâncias.

Num cruzamento entre as artes performativas e as artes visuais, o espetáculo parte do conceito de ilha. Nas palavras do criador Philippe Quesne: “Enquanto espaço isolado no meio dos mares, que conduz às visões mais diversas, a ilha sustenta muitos mitos (…) é o local de inspiração de várias histórias e narrativas de exílio, o cenário de certas fantasias ou a moldura de utopias”.

Numa estreia em Portugal, Crash park – A vida de uma ilha estará em cena na Sala Garrett do D. Maria II de 7 a 9 de novembro. No dia 9 de novembro, às 15h, Philippe Quesne dará ainda uma Masterclass, onde irá partilhar com os participantes alguns dos seus métodos de trabalho.

Sinopse: Despenha-se um avião no palco da Sala Garrett e quem se ergue dos escombros é a poesia dramatúrgica de Philippe Quesne, criador francês que já foi capaz de pôr em cena sete toupeiras gigantes nas profundezas da terra [La Nuit des Taupes, Culturgest, 2016]. Os seus universos delirantes, lugar de encontro entre as artes visuais e as performativas, são lentes de aumentar para nos vermos melhor. Utopias, também. “Os meus espetáculos nascem frequentemente enquanto penso sobre paisagens, ou em que micromundo poderei mergulhar os intérpretes, um local onde eles terão que inventar uma vida possível em quaisquer circunstâncias”, revela Quesne. “Enquanto espaço isolado no meio dos mares, que conduz às visões mais diversas, a ilha sustenta muitos mitos (…) é o local de inspiração de várias histórias e narrativas de exílio, o cenário de certas fantasias ou a moldura de utopias”. No final de 2019, nasce a possibilidade de uma ilha no D. Maria II.

Espetáculo em francês e inglês, sem legendas (número reduzido de diálogos)

Espetáculo estreado a 8 de novembro de 2018, no TNB – Centre Européen Théâtral et Chorégraphique, em Rennes, França

Masterclass com Philippe Quesne
9 nov, sáb, 15h
Informações e inscrições aqui