Porto, cidade cheia de boas surpresas

Vamos a partir deste artigo, falar muito sobre a cidade do Porto. Uma cidade cheia de surpresas. Fomos num fim de semana prolongado, a semana passada, descobrir vários pontos de interesse. E, um deles. é o Tapisco Porto da autoria de Henrique Sá Pessoa.

Das surpresas todas que tivemos neste espaço estupendo, temos de realçar a “bomba”, um prato maravilhoso como se fossem almôndegas de batata com carne picada por dentro e um molho picante e mostarda, a coroar a obra. Depois, não podem deixar fugir o choco frito em bolo do caco. Uma verdadeira delícia. O almoço foi bem regado com cerveja artesanal que bem completou a carga de uma refeição estonteante. Uma recomendação para quem vai ao Porto ou para quem lá vive.

Neste restaurante de Henrique Sá Pessoa a partilha faz-se à mesa, entre petiscos e tapas dos dois lados da fronteira Portugal-Espanha. Aliás, o nome Tapisco surge mesmo dessa fusão de sabores. De Espanha chega também a cultura do vermute, servido puro ou em cocktails. À porta fica a sofisticação do fine dining mas nunca a qualidade, a atenção ao detalhe e o sabor. Depois da hamburgueria Cais da Pedra, e do Alma, distinguido com uma estrela Michelin, Sá Pessoa volta a juntar-se ao grupo Multifood, para mais um projecto que leva os sabores ibéricos à moda do chef a Lisboa (desde Fevereiro de 2017) e ao Porto (Agosto de 2018) através de um restaurante com um ambiente sofisticado e muito confortável.

 

Numa das artérias mais movimentadas do Porto, o Tapisco é o novo morador de um edifício totalmente remodelado que, graças ao seu pé direito alto e aos vãos envidraçados da fachada, recebe muita luz natural. Inspirada nos restaurantes e snack-bars dos anos 50, 60 e 70, a decoração recorre a mobiliário original da época como as cadeiras Olaio e os sofás retro – além de recuperados, foram também estofados em pele natural verde-seco. A cozinha aberta a que o espaço de Lisboa já nos habituou recebe os clientes à porta. A imagem de referência do Tapisco – o balcão – assume ali forma em “L”. Ao lado, uma zona de espera ocupa com petiscos e bebidas quem aguarda disponibilidade de mesa. É também à entrada que o bar seduz com as várias referências de vermutes, vinhos e os conhecidos cocktails. Se o vermelho é cor de sangue no restaurante da capital, aqui é cor de vinho no lambrim alto feito de azulejos tridimensionais. O espaço tem 59 lugares, 9 deles ao balcão.