O nosso primeiro dia de desfiles na ModaLisboa

O nosso primeiro dia de desfiles na ModaLisboa, fez pensar como um evento de moda pode ser mais sustentável, com objectivos de menos plástico, água reciclada ou com propostas mais saudáveis ao nível da alimentação presente. Mesmo que não seja ainda totalmente, existe um esforço por isso. E, vale a pena, ler o guião de boas práticas do evento.

Vimos um evento criado para várias abordagens do mundo do design e da moda, desde da habitual fotografia Workstation, das ofertas de moda com o Wonder room até à presença de pequenas conferências numa tenda exterior.

Na sala de desfiles, vimos um sangue novo cada vez mais exigente (ainda bem) e uma diversidade de propostas, desde o irreverente e quase teatral Opiar que explica a sua proposta como “‘La Petite Mort’ pretende explorar o limbo entre a vida e a morte, numa cultura predominantemente crente que a morte é o fim. Através de uma fusão entre tradição e costumes religiosos, a coleção representa uma oferenda familiar, elaborada com materiais e bens pertencentes aos antepassados, de forma a honrar a sua vida e iluminar o caminho do sono eterno”.

Opiar by Ugo Camera – ModaLIsboa

Até às propostas de Federico Protto que se confessa nesta colecção “De que serve criar outra coleção inspirada em XY para ser vendida na YZ? A vida de um jovem designer é muito mais complexa do que isso e, na maioria das vezes, a realidade fere as nossas necessidades existenciais!”

Federico Protto by Ugo Camera – ModaLisboa

O desfile seguinte foi uma redescoberta da designer Duarte, coleção de Inverno 19/20 muito inspirada no surf e que se mostrou disruptiva com todos os clichês que temos com o surf. obvio que a prancha estava presente mas os cortes e as posturas não eram as mesmas.  “Aqueça-se em camadas de casacos e junte-se aos nossos surfistas cool e radicais, para surfar estas ondas gigantes” como ela diz da sua proposta.