Um relógio é um objecto de culto

Um relógio é um objecto de culto. A manufactura A. Lange & Söhne desvelou recentemente o novo DATOGRAPH UP/DOWN “Lumen” – um relógio que não só é uma precisa máquina de pulso que cronometra o tempo, mas também um objecto de culto com uma forte presença visual e ilimitadas facetas consoante a iluminação circundante.

A sua apresentação no Solo House Office em Cretas, Espanha, foi acompanhada de um interessante debate entre especialistas de arquitectura e design acerca dos pontos de ligação entre relógios, arquitectura, design e luz.

Na mais recente obra-prima da A. Lange & Söhne – o quarto modelo da série “Lumen”, que a manufatura germânica estreou em 2010 –, a engenhosa configuração do mostrador revela uma nova dimensão estética logo que a escuridão assenta: um peculiar tom esverdeado que é particularmente agradável à vista humana. Todas as indicações do DATOGRAPH UP/DOWN “Lumen”, desde o tempo propriamente dito e a data sobredimensionada até à função cronográfica, brilham na escuridão.

Um revestimento especial sobre o mostrador em vidro de safira semitransparente filtra a maior parte da luz visível, mas não a parte do espectro UV que é requerida para carregar os pigmentos luminosos com energia de luz. Quão maior for a escuridão, mais visíveis se tornam as indicações do mostrador em contraste com o fundo mais sombrio. O luminoso cronógrafo – dotado da função de retorno instantâneo (flyback), de um totalizador de minutos com salto instantâneo de grande precisão e de um indicador de reserva de corda – está disponível numa edição limitada a somente 200 exemplares.

Para realçar as caraterísticas especiais do mais recente modelo da A. Lange & Söhne, a designer holandesa Sabine Marcelis criou um ponteiro em forma de pirâmide que é sensível à luz e pode ser utilizado para calcular a hora do dia. Localizada no centro do jardim do Solo Office, a estrutura contém inúmeras nuances e cores que são influenciadas e alteradas tanto pela luz como pelo ambiente circundante.

Depois de se ter formado pela Academia de Design de Eindhoven em 2011, Marcelis começou a trabalhar como designer independente nas áreas de produto, instalações e design espacial, focando-se especialmente na materialidade. O seu trabalho é caracterizado por formas puras que colocam em destaque as propriedades da matéria. Marcelis aplica uma forte qualidade estética às suas colaborações com especialistas industriais. Tal método de atuação permite-lhe intervir no processo de fabrico, utilizando material de pesquisa e experimental de modo a conseguir novos e surpreendentes efeitos visuais para projetos especiais que são tanto apresentados em galerias como encomendados por clientes. A autora descreve as suas criações como sendo autênticas experiências sensoriais e não meras obras estáticas.

O local da instalação foi desenhado pelo OFFICE Kersten Geers David Van Severen.