As doenças que ninguém quer falar

As doenças que ninguém quer falar? Sim, existem e a sociedade e cada um de nós tem vergonha de admitir. Que está deprimido, sofre de ansiedade ou mesmo não consegue viver ou resolver algum episódio da sua vida mental. Custa admitir mas isso é o primeiro passo para resolver esta condição. Temos essa experiência.

Quatro em cada cinco portugueses sofreram, sofrem ou vão sofrer de um episódio de saúde mental. “Pense, Fale, Saiba, Reaja” é a sugestão que o Festival Mental deixa à população portuguesa, em jeito de teaser formal.

O Mental-Festival da Saúde Mental, Cinema, artes e Informação é um festival português de cinema, artes e informação que visa a discussão pública para diminuir o estigma de um tema cada vez mais falado: a saúde mental.

A Organização Mundial de Saúde afirma que não há saúde sem saúde mental, e essa é a premissa do Mental: lançar o debate sobre a saúde mental e a sua presença no nosso quotidiano, mesmo que não estejamos (ainda) despertos para a temática.

Como plataforma para a discussão e combate ao estigma., o Festival Mental utiliza a cultura – em particular o Cinema e as Artes – com um Festival de Cinema Internacional, produção literária e espectáculos multidisciplinares.

O Mental realiza-se em Lisboa e no Porto e tem ações a decorrer em três locais: Auditório Orlando Ribeiro (dia 16,17 e 18 de novembro), Auditório Carlos Paredes (dia 24 e 25 de novembro) e, já no Porto, Auditório Almeida Garrett (dia 30 de novembro).

Esquizofrenia, suicídio, ciberdependência e prevenção/promoção para o público infantil, são os temas que vão estar este ano em debate com pergunta-resposta com o público.

Os painéis chamam-se M-Talks. Com moderação de jornalistas e sempre em articulação com um filme sobre cada tema – forma testada de combate ao estigma – vão falar dos temas com outra perspectiva, aqui apostando fortemente no Cinema.

Em coprodução com a Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Programa Nacional para a Saúde Mental (PNSM) , o Mental começa a sua segunda edição dia 16 de novembro.

Após uma primeira edição focada nas problemáticas do borderline, alzheimer e alcoolismo (no dia dedicado às dependências), a organização regressa este ano com novas temáticas, espectáculos de dança e teatro. O alargamento do programa ao Porto repete o dia dedicado ao Suicídio, com mostra de curtas da OpenCall, Teatro, M-Talk e Filme.

A estrutura é simples e existem temas-âncora: a promoção e prevenção para as crianças e as Dependências (em 2017 falou-se do alcoolismo, este ano será a ciberdependência). Os outros dias têm temáticas que mudam anualmente.

M-TALKS 2018

Uma das apostas de sucesso do festival em 2017 foram as M-talks , com convidados de relevo das áreas científicas e pedagógicas. Este ano o Mental volta a abrir a porta para a discussão dos temas do Festival sempre moderada por jornalistas bastante experientes e conceituados.

Dia 16 (sexta-feira)

Tema da noite: Esquizofrenia

21H00

Moderadora: Ana Leal (jornalista da TVI)

Painel: Dr. Vitor Cotovio; Dr. Joaquim Gago; Dra. Catarina Janeiro

Dia 17 (sábado)

Tema da noite: Ciberdependência

21H00

Moderadora: Clara Soares (jornalista da Revista Visão)

Painel: Dr. Rui Correia; Dr. Pedro Hubert; Dr. Tito de Morais

Dia 18 (domingo)

Tema da noite: Suicídio

21H00

Moderadora: Florbela Godinho (jornalista da RTP)

Painel: Dr. Luis Oliveira; Dra. Sónia Farinha Silva; Dr. Luis Oliveira; Dra Sónia Farinha Silva

Testemunhos reais : Dr. Ricardo Belo de Morais e André Viamonte

Dia 25 (domingo)

Tema da tarde: Prevenção

16H30

Painel: Prof. Dr. Nuno Colaço; Dr. Paulo Sargento dos Santos; Enfermeiro André Maravilha

Dia 30 (domingo) – PORTO

Tema da noite: Suicídio

21H00

Moderador: César Nóbrega (jornalista da Rádio Nova no Porto)

Painel: Dr. Eduardo Carqueja; Dra. Silvia Rothes; Dra. Silvia Costa

Testemunho real da Dra. Sara Belo.