Um primeiro e novo vinho de ânfora

A Quinta dos Murças, localizada na margem direita do rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, acaba de lançar o primeiro vinho de ânfora com certificação DOC Douro. Com uma produção limitada a 1000 garrafas, o Quinta dos Murças Ânfora 2017 mostra uma expressão alternativa de uma das origens da Quinta.

A utilização do método ancestral de fermentação e estágio em ânforas resulta, segundo José Luís Moreira da Silva, enólogo da Quinta dos Murças, ‘da nossa procura por diferentes expressões dos terroirs da Quinta. As ânforas, pelas suas características, mais oxidativas e menos extrativas, refletem de forma muito própria o ano de colheita e a origem do vinho.  O primeiro Quinta dos Murças Ânfora 2017 é a nossa interpretação de um terroir específico da Quinta, o Minas. Este tinto provém de vinhas plantadas numa encosta entre os 110 e os 300 metros de altitude, com orientação a sul, onde as uvas mais expostas atingem maior concentração. Nestas mesmas encostas existem várias minas de água, que vão refrescando o ambiente e permitindo um equilíbrio entre a maior maturação e a frescura característica de Murças.’

O Quinta dos Murças Ânfora 2017 apresenta-se fresco e vivo com aromas de fruta vermelha e notas balsâmicas. Destacam-se os taninos firmes, a acidez e a sensação de fruta com que termina.  Encontra-se à venda exclusivamente nas lojas do Enoturismo da Quinta dos Murças e da Herdade do Esporão.

A Quinta dos Murças está situada no Douro (norte de Portugal), entre a fronteira da sub-região do Baixo e do Cima-Corgo, na margem direita do rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, desde 1714. Com 3,2Km de margem de rio e exposição maioritariamente a sul, a Quinta dos Murças tem uma área total de 155hta dos quais 48hta são de vinhas com castas autóctones e onde, em 1947, foi plantada a primeira vinha vertical do Douro. Além das vinhas, as oliveiras, laranjeiras, amendoeiras e a mata mediterrânica ajudam a potenciar a biodiversidade existente promovendo o equilíbrio do ecossistema.