“De pequenino se torce o motorzinho”

Toyota Yaris Hybrid

Depois de ter ensaiado o Lexus CT200 com o mais conhecido motor híbrido do grupo Toyota – o  que equipa o CT, o Prius, o Auris e, provavelmente, alguns tratores e microondas  lá para o Japão – foi a altura de dar a vez aos mais pequenos. Neste caso, a mais recente adição híbrida ao cardápio Toyota: o Yaris Hybrid. A base é um Yaris normal (neste ensaio foi a versão Square Collection, com algum equipamente extra e exclusivo, que ainda está com preço promocional), à qual se instala o motor quatro cilindros, 1.5 litros híbrido com 100 cavalos, capaz de consumos abaixo dos 5 litros aos 100 quilómetros.

As primeiras impressões são boas. O visual e o design do carro são pontos positivos. Para quem, como eu, ainda tem presente as gerações anteriores do Yaris, sabe o quando esta melhorou. As outras não era más, atenção, mas em termos gerais, esta é mais crescida, mais evoluida, sem preder o cariz jovem e fresco que a Toyota idealizou para este modelo. Onde eu escrevi “não eram más”, deve ler-se “não eram más, tirando a hedionda segunda geração, que mais parecia ter saído de um hospital, cheia de cortisona no corpo”. Tirando essa, está tudo bem no universo automóvel. Este novo Yaris veio reestabelecer o equilíbrio.

Em particular, com esta versão híbrida. O motor comporta-se muito bem. É linear, transfere a potência de uma forma controlada e ideal para a cidade. Contém os consumos e, quando precisa e pisamos o acelerador, também sabe ser mais arisca. Sim, acabei de usar a palavra arisca para descrever um carro. A minha carreira chegou ao seu pico.

A partir daqui é sempre a descer. Um pouco como a carga das baterias deste Yaris. Bem sei que era impossível dar mais autonomia; primeiro, porque queremos ser híbridos mas também queremos  que se vá comprar combustível – é preciso alimentar o loby dos fósseis em deterimento do desenvolvimento de super baterias – segundo, porque, sejamos francos, é só um Yaris. Quem compra este carro, fá-lo porque tem uma preocupação com o consumo, com o planeta e porque percebe que, neste carro, tem um aliado para a cidade e um amigo para fora dela. E isso basta! É suficiente. Em particular nesta versão Square Collection, com a dupla cor, as jantes exclusivas, o sistema de navegação e os restantes extras, está aqui uma opção interessante para quem quer um carro mais pequeno, económico e divertido.