Loja das Meias volta ao centro histórico de Lisboa

Hoje foi um prazer rever a Loja das Meias no centro da cidade, recordar a antiga Loja das Meias do Rossio e a sua história de marca. Os primeiros fatos mandados fazer à medida, à sombra dos azulejos e do painel da célebre esquina da rua Augusta (que revimos hoje).

Surgiu pela primeira vez na esquina do Rossio com a Rua Augusta e foi sofrendo com o tempo, várias remodelações e inovações.

Desde o ano em que nasceu que a marca é um ícone de moda em Portugal, tão apreciada por portugueses como estrangeiros que depois 2ª Guerra Mundial teve clientes como Primo de Rivera, Duque de Windsor, Elsa Schiaparelli, Jean Renoir, Guillermina Suggia, Barão de Rotschild, Reis Humberto de Itália, Carol da Roménia, entre muitos outros e que continua ate aos dias de hoje a receber e a ser apreciada por um público de elite nacional e estrangeiro.

Agora, o número 254 da Avenida da Liberdade apresenta mais uma loja de luxo. Moderna, exclusiva e com um serviço premium, a Loja das Meias pretende dar resposta ao público internacional e nacional que tem como referência esta avenida, considerada uma das mais luxuosas do mundo, com uma oferta multimarca de elevada qualidade e peças inovadoras.

Requintada e inovadora a nova Loja das Meias distingue-se pelo conceito “shop in shop” das marcas Dior e Céline no piso principal e com montras exclusivas para a avenida, marcando a imagem do novo espaço.

A decoração contemporânea e minimalista valoriza a presença das marcas e produtos expostos com uma atmosfera única e articulada com o conceito da marca e carácter trendsetting. A conjugação com elementos de valor artístico e histórico, como o grande painel referenciado “A Mulher” do artista plástico Querubim Lapa, datado de 1960, que vem da anterior e mítica Loja das Meias do Rossio, é um dos apontamentos diferenciadores da nova loja.

O projecto de design de interiores é da responsabilidade da dupla de arquitetas Cristina Santos Silva e Ana Menezes Cardoso do Atelier Ártica e contempla o desenvolvimento de um conceito que reúne o melhor das características do local aliado à essência da marca. O projecto idealizado para este espaço, com cerca de 350 metros quadrados e dividido em dois pisos, baseia-se numa decoração contemporânea e na criação de um ambiente em consonância com o carácter cosmopolita da loja para sobressair as coleções de pronto a vestir e acessórios.

Com inspiração no painel de Querubim Lapa e com uma luminosidade ímpar, a nova loja surge em tons pastéis, verde e azul conjugado com o dourado. O elo de ligação dos dois pisos é uma peça de escultura – um corrimão desenhado especialmente para o local com uma atitude modernista mas que se dilui e que une as várias áreas da loja – Dior e Céline no piso superior e o espaço multibrand no piso inferior.

Colecções 

Ao entrar na loja encontra-se o espaço Dior, criado com o novo conceito premium de Peter Marino, em tons de cinza e prata. Os seus móveis e estruturas viajaram diretamente de Paris e assentam num tapete de timbres cinzentos de seda especialmente elaborados por artesões do Tibete, que se coordena com as paredes revestidas em papel prata. Um requinte parisiense que realça as linhas Dior.

O espaço Céline utiliza peças em mármore Tavertino da Toscania e um tapete de formas irregulares de cor verde-escuro que sobressai dos tons quentes e suaves das suas paredes. De destacar o jogo de cubos e a montra totalmente decorada com Onix.

No piso multibrand os tons são suaves. O chão de microcimento alia-se às paredes em cimento com pigmentos de folha de ouro, latões escovados e as peças em mármore branco Carrara e em negro Marquina, conferem um ambiente mais glamouroso. O único toque de cor escolhido foram as mesas lacadas e o tapete em formas irregulares num tom de azul que vai buscar o mesmo tom aos azulejos de Querubim Lapa que salpicam as paredes de algumas colunas e dos provadores.