SEAT Leon EuroCup 2016

O dia estava quente, sem nuvens, com o sol a queimar a terra… e a minha testa porque apanhei um escaldão que até andei de lado. Assim que surgem os primeiros dias quentes de primavera ninguém está precavido e eu, que tenho uma consideráveis “entradas” no lugar onde devia estar cabelo, queimo-me de imediato. É o que dá ter inverno durante metade do ano. Estivessem as personagens do Game of Thrones em Portugal e a frase que mais se ouviria  não era  “winter is comming”. Era, isso sim, “então mas nunca mais vem o sol?” e ficavam à espera como os outros.

Mas como o que é certo, ainda que tarde, sempre chega, lá fui eu, a convite da SEAT, assistir à prova do Autódromo do Estoril da Leon EuroCup debaixo desses raios solares de verão. Antes, tempo para ver – e ouvir – um pouco dos GT que por lá andavam. Que delícia de barulho! Mas a delícia não se ficou por aqui.

Na hora de almoço, sigo para a tenda SEAT e toca de comer um bom repasto preparado por nuestros hermanos. Sobremesa, café, e passear um pouco pela paddock. Camiões e camiões das equipas, tendas a abrigar os carros de competição, uma foto ou outra – nem todas aos carros, confesso – e a tarde estava a correr de feição.

À hora marcada, juntam-se os convidados e iniciamos a grid walk. O passeio pelas boxes e pela recta de meta, por entre técnicos e pneus a passar por nós em corrida. Os carros chegam. Seats Leon Cup Racer. Os mesmos Leon Cupra 290 de fábrica, mas com umas pequeninas afinações e alterações pela Seat Sport.

O trabalho de design é lindo e o carro fico agressivo sem perder a sua elegância. Tudo para melhorar as suas prestações em pista. Velocidade máxima de 250km/h que, ainda que menor que a versão de estrada, se atinge bastante mais depressa. Quase 330 cavalos de potência e uma linha de escape directa que, digo-vos, faz um barulhinho que dá vontade de levar para casa. Placa de aviso para libertar a pista, saimos, e dá-se início à volta de aquecimento. 15 minutos depois, chego à meta e, confirmo, aquilo aquece mesmo. Depois os carros.

Soa a partida e lá vão eles. Que delícia. São todos iguais, é verdade, mas de certa forma isso dá um carisma diferente à prova. Primeira volta. Já se ouvem os primeiros a aproximar e passam a grande velocidade pela recta. Chegam à primeira curva. Ponto de tensão. Fazem-se as primeiras ultrapassagens, os encontrões, as travagens apertadas e segue a prova. A adrenalina está ao rubro e a do público só é suplantada pela dos pilotos. Ahh, que maraviha, um dia de corridas. A minha pena é não poder acompanhar as restantes provas ao vivo. Fico-me pela televisão. De qualquer forma, não sei se conseguiria aguantar mais escaldões.