Affligem – uma cerveja de origem celestial

Na semana passada fomos em viagem (imagens) conhecer tanto o ambiente onde nasceu a Affligem como o seu método; com origens monásticas que parecem quase celestiais. Esta viagem mostrou-nos as realidades da vida contemplativa ainda em acção e a força do testemunho que fez que pudéssemos saborear o sabor admirável da Affligem.

A abadia fundada em 1062 por cinco antigos cavaleiros e torna-se uma referência na zona,  entre as províncias de Flandres oriental e o Barbante Flamengo.

Criada em 1074, a Cerveja belga Affligem é uma cerveja de abadia, que apesar da sua tradição, não deixa de ser relevante para os gostos e estilos de vida actuais.   Em 1129, a cervejeira do mosteiro sofre a sua primeira destruição por um incêndio.

A abadia irá passar por uma série de vicissitudes pelos séculos da sua existência e é admirável a resistência da comunidade de monges a restabelecer a vida em comum naquele espaço. Das guerras da religião no séc. XVII até às invasões francesas, tanto o edifício como a cervejeira foram alvo constante da destruição de exércitos e mercenários. Mesmo assim, a fórmula de produção da cerveja não se perde e passa de mão em mão.

Chegados ao século XX, os monges em 1956 permitem a produção fora do mosteiro da cerveja Affligem e mais tarde, em 1970 a companhia De Smedt em Opwijk tem a licença para produzir as Affligem brown, triple e patersvat beer.

Fiel às suas raízes Beneditinas e passada de geração em geração, a receita original de nome “Formula Antiqua Renovata” manteve-se intocável até aos dias de hoje. A dedicação dos monges na busca pelo sabor mais puro deu origem a um processo de produção extraordinário através de dupla fermentação.   Este processo único consiste em adicionar à cerveja já engarrafada uma levedura especial que, ao longo de duas semanas lhe dá mais vida, maturidade, complexidade e efervescência.

Os aromas e paladares tornam-se assim mais refinados transformando a Affligem num líquido distinto e enriquecido de sabores.   Affligem Blonde é uma cerveja suave onde destaca-se o malte e a leveza das nozes, com um final seco e ligeiramente amargo.

A abadia ainda hoje vive um ritmo monástica com uma pequena comunidade de monges com um abade a presidir; numa vida de oração e trabalho acolhem todos os que se aproxima da abadia para visitar a casa ou as origens da cerveja. Mas, também acolhem todos os estudiosos que pretendem frequentar a biblioteca por razão de algum estudo ou trabalho académico. Fiel ao seu dever de acolher todo o peregrino, o mosteiro aceita dar guarida a todos aqueles que necessitam de tempo, silêncio e recolhimento. Seja por motivos de fé ou para a realização de algum trabalho académico.