Casa de Atalaia no centro de Palmela

A Casa de Atalaia em Palmela, foi o nosso destino para celebrar, o dia da Mulher, no passado dia 16 de Março. Num Jantar com cinco mulheres únicas, grandes empreendedoras do panorama nacional: Eduarda Abbondanza (Directora-Geral da ModaLisboa), Paula Gustavo (Public Pr Agency, do grupo WAT), Carla Macedo (Directora-Executiva da revista online delas.pt), Balbina Silva  (APAV) e Ana Vicente (Ex- Presidente da Câmara Municipal de Palmela e actual Presidente da Assembleia Municipal de Palmela), ouvimos historias e vidas construídas com esforço.

Mas, nessa ocasião, pudemos conhecer o espaço que nos acolheu a Casa de Atalaia – Turismo de Habitação, que é uma Casa de charme, onde o conforto e o bom-gosto se destacam e, na qual, sentimo-nos em casa e com vários espaços comuns muito bem decorados com elementos pertencentes à família de Maria de Lurdes Atalaia, proprietária. Temos terraços com vistas maravilhosas, para além de uma simpática piscina, sobre a Serra da Arrábida e a sua envolvente. Composta por apenas 4 quartos todos eles equipados com casa de banho privativa, desenvolve em nós o sentimento do bom acolhimento e do cozy.

Aproveitamos e fizemos duas perguntas à proprietária, que n

Qual foi o seu desejo ao abrir a Casa de Atalaia?

O que pretendia, essencialmente, era dar sentido a edifícios que estavam completamente inactivos. A casa por um lado, que alojou a primeira adega,  a actual Adega, que originalmente era um lagar de azeite. Tive um tempo para reflectir que tipo de projecto queria dar vida nestes espaços e decidi que um Turismo de Habitação faria sentido e que a Adega daria vida ao vinho outrora comercializado a granel e que posteriormente passou a ser engarrafado. Os edifícios em causa são únicos na vila e sobretudo na zona histórica de Palmela, os quais deram início a todo um projecto de requalificação que ainda hoje se nota na vila de Palmela. A marca foi fruto de dois projectos e que a ADREPES (Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal), entidade que, sem fins lucrativos, apoia a promoção e a realização do desenvolvimento de projectos da Península de Setúbal, ajudou a criar no sentido de dinamizarmos mais a vila e por conseguinte todas as mais-valias inerentes à região.

Inicialmente abriu a Adega, em 2015, e só no ano seguinte, 2016, é que demos início à actividade no Turismo de Habitação. Da referida requalificação resultou um espaço de uso mais quotidiano (uma cafetaria, onde o tegão e o esmagador convivem com a destilaria) e um outro destinado a eventos diversos (na adega, propriamente dita), cujo destaque vai para a realização de provas de vinho e jantares vínicos, mas que também se adequa a receber exposições, pequenos espectáculos de música, dança ou teatro, e o que mais a imaginação quiser. A Casa é convidativa e acolhedora, ideal para uma pausa tão prolongada quanto possível e sugere percursos vários, através dos seus terraços e pátios, com paisagens diversas e recantos a descobrir.

O projecto é uma mais-valia para a vila. Era algo que estava em falta?

A meu ver sim, sem dúvida. Há oferta em termos de Turismo na vila, com a Pousada de Palmela, mas no que concerne o Enoturismo a oferta é escassa. Como Turismo de Habitação, de facto somos os únicos no centro histórico da Vila de Palmela, posicionando-nos abaixo da Pousada. É uma Casa de charme, onde o conforto e o bom-gosto se destacam e, na qual, o hóspede se sentirá em casa e, também, temos refeições na casa, mediante reserva prévia

Foram dados nomes aos quartos de grandes marcos e monumentos históricos da vila de Palmela. No piso térreo existe o quarto do Chafariz, seguido pelo Pelourinho e igreja Matriz, situados no 1.º piso e, por fim, o Arrabalde, o quarto que fica no piso mais lato da casa, o qual coincide com o nome do bairro imediatamente junto ao castelo. Quisemos dignificar a vila na Casa de forma a deixar sempre uma marca histórica em quem nos visita.