As mulheres que admiro!

As mulheres que admiro, escrevo sobre elas porque amanhã será o dia mundial consagrado à mulher. E, por isso, quis neste site dedicado aos homens escrever sobre quem admiro, as mulheres. As mulheres, todas, de cada tempo, que nunca foram motivo de crónicas históricas, nem página de jornal sem foram referidas nos compêndios escolares. As outras também mas o silêncio e o segredo, tornam as coisas melhores.

Alguns podem que dizer que o silêncio não afasta a maldade, é um facto; mas afasta outras tentações. O quotidiano e os sofrimentos de tantas que no seu escritório, casa, hospital, parlamento, igreja ou rua foram o sustento de uma sociedade que pouco falou delas.

Não acredito que as pessoas, sejam elas, homens ou mulheres ou crianças, valham pela sua função. Somos mais que uma função na sociedade, mais que uma alavanca no mecanismo do capital ou do partido. Portanto, uma mulher é mais que uma função importante na engrenagem seja do que for.

Também já perceberam que sou atreito a dias disto ou daquilo, muitos são saídas comerciais meramente. Ou podem, recordar a sociedade de várias realidades perdidas. As mulheres que admiro são muitas da minha vida, que foram mais que uma função, são mãe, tia, força e companhia. Que foram e estão na memória, avó, bisavó e amigas. O meu mundo foi um mundo onde não havia a diferença entre homem e mulher, se calhar cada um com diferenças mas onde nenhum era menos nem mais.

Gostava de citar alguém, que tem sido uma defensor da mulher, o Papa Francisco numa das sua habituais homilias na Casa de Santa Marta, no Vaticano:

“Muitas vezes, ouvimos: ‘Não, é necessário que nesta sociedade, nesta instituição, que aqui tenha uma mulher para que faça isso ou aquilo… ’ Não, não! A funcionalidade não é o objectivo da mulher. É verdade que a mulher deve fazer coisas e faz coisas, como todos nós fazemos. O objectivo da mulher é criar harmonia e sem a mulher não há harmonia no mundo”.

“Explorar as pessoas é um crime que lesa a humanidade: é verdade. Mas explorar uma mulher é algo ainda pior: é destruir a harmonia que Deus quis dar ao mundo”.

O Papa concluiu a homilia mencionando que “no Evangelho, ouvimos do que é capaz uma mulher, hein? Aquela é corajosa! Foi adiante com coragem. Mas é algo mais: a mulher é a harmonia, é a poesia, é a beleza. Sem ela o mundo não seria bonito, não seria harmónico”