Chiado com mais uma marca portuguesa

Mais um motivo para nos deslocarmos ao Chiado, esta zona tão emblemática da cidade de Lisboa. Para os amantes das marcas antigas portuguesas e com uma história de qualidade, a Ach Brito apresenta a primeira loja Claus Porto, situada no número 135 da Rua da Misericórdia.

Um espaço para dar a conhecer a marca e convidar os consumidores a entrar no mundo de fragrâncias únicas e de savoir faire centenário da célebre casa portuguesa.

É quase um dever contar uma história tão rica como esta da Claus Porto. Uma história com uma riqueza sensorial incrível, feita de cores, aromas e texturas únicos e que, quase 130 anos mais tarde, começa finalmente a ganhar o palco que merece”, explica Francisco Neto, CEO da marca.

A loja, com cerca de 60 m2, está localizada em pleno Chiado e é composta por dois espaços em pisos desnivelados, o primeiro inteiramente dedicado à Claus Porto e o segundo à marca masculina Musgo Real. Na pequena câmara que faz a articulação orgânica entre os dois pisos da loja está instalada uma Zona Museológica com elementos icónicos relacionados com a história da marca.

As paredes do espaço Claus Porto, onde em tempos funcionou uma farmácia, encontram-se totalmente revestidas por armários e vitrinas em madeira e vidro que foram mantidos e cuidadosamente restaurados – a par do teto em plano de estuque branco com motivos geométricos e vegetais em alto relevo da mesma cor. No centro do espaço, marcado pelo chão em mosaico hidráulico e pedra mármore, encontra-se o balcão, cuja localização permite uma circulação mais fluida e um atendimento menos convencional.

A arquitectura do espaço é da responsabilidade do Arqº João Mendes Ribeiro, que se inspirou no conceito de arquivo e na sua ligação à memória e ao património. “No caso da Claus Porto, o património material da empresa, constituído pelo seu espólio físico e pelos artefactos da sua produção, mas também o património inatingível, relacionado com o estatuto e o valor simbólico dos objetos”.

Sendo que “a ideia é a loja ser “um lugar inclusivo, elegante e cosmopolita, aberto à partilha de conhecimentos e experiências. Não um espaço neutro para mera transação de bens, mas um lugar de forte apelo visual e sensorial, evocativo do sentido material e simbólico dos produtos da marca.

As montras, entre outros espaços, contam com intervenções de Joana Astolfi. A montra da Rua da Misericórdia, por exemplo, será alterada de acordo com as estações e eventos da loja e é inaugurada com uma chaminé construída com sabonetes Claus Porto de diversas cores e tamanhos – e de onde borbulham bolas de sabão representando o fumo, com a assinatura do Studio Astolfi.

As bolas em vidro soprado resultam de uma colaboração com a Fábrica da Marinha Grande e a montra representa “uma abordagem poética que celebra o produto num contexto cenográfico com um twist conceptual e um toque de humor”, explica Joana Astolfi.

A transição para a sala Musgo Real é feita através da Zona Museológica, onde para a qual foram selecionadas uma série de ‘relíquias’ do espólio da Claus Porto representativas da história da marca (sabonetes, perfumes, cremes, documentos, fotografias, desenhos, etc.), criando uma série de diálogos entre os produtos de hoje e estes ‘tesouros’ do passado. Fotografias antigas com molduras ‘custom made’ são celebradas numa ‘photo wall’ que inclui caixas com lentes que ampliam rótulos antigos desenhados à mão, entre outros pormenores.

O piso inferior, completamente dedicado aos homens e à linha Musgo Real, conta com um espaço de consulta personalizada, barbearia e outros serviços de grooming, para além de um espaço de arquivo e um outro de bem estar.

Queremos que a Claus Porto faça parte da vida das pessoas, do seu imaginário coletivo. Que, mais do que uma marca de fragrâncias e produtos de beleza, seja uma marca de lifestyle, experimentada, sentida e vivida, perpetuando e acima de tudo continuando a enriquecer o seu património inigualável”, remata Francisco Neto.

A loja Claus Porto está aberta desde setembro de 2016 e será seguida de uma loja museu no centro histórico do Porto, no final de 2016.